Magia

São conhecidos por druidas aqueles que “possuem o conhecimento do cavalho” ou, de forma menos específica, aqueles que “possuem o saber das árvores”.

Ocupando os papéis de sacerdotes, profetas, historiadores, médicos e juízes dentro das comunidades celtas, estes homens e mulheres, desenvolveram uma série de atributos considerados “mágicos” para as folhas, flores, frutos e raízes das árvores nativas, fora o trabalho realizado com outros “espíritos da floresta”, representados por pedras, animais e deidades.

A magia do Ogham é um reflexo destas crenças e consiste basicamente em atrair o “espírito” de uma determinada árvore (ou conjunto delas) para auxiliar o mago no cumprimento de um objetivo. É interessante observar, por exemplo, que dos 38 remédios florais do Dr. Bach temos a presença de algumas árvores do Ogham, como Gorse/Furze (esperança), Heather (empatia), Holly (amor), Oak (força/resistência) e Vine (liberação), o que indica que, diferente de outras formas de magia, existe muito de fitoterapia na dita Magia do Ogham.

A grande questão aqui é que neste processo de “invocação do espírito de uma árvore” o druida conta com o apoio simbólico do Ogham, o que significa que a imantação bem feita de uma fid num objeto (um Luis para proteção, por exemplo) pode ser tão eficiente quanto o uso de partes desta árvore em talismãs ou poções. O mais importante é o respeito que se tem pela natureza como diferentes manisfestações da Deusa e do Deus e a fé de que tais benefícios podem ser alcançados desta maneira.

Não vou entrar nas minúcias do processo mágico do Ogham. Cada letra traz consigo várias correlações, como cores, animais e divindades. É preciso estar ciente delas para a invocação das energias corretas e, apesar do calendário das árvores ser questionado por muitos, de fato existem períodos mais propícios para determinados rituais, devendo ser levado em consideração certos detalhes, tais como o período do dia, a estação do ano, a fase da lua, etc.

Sites na Internet e livros sobre wicca, bruxaria e paganismo podem oferecer maiores informações a respeito destas práticas.

Por último, apresento a seguir a ilustração de algo chamado Hand Ogham, que seria a representação de cada letra do Ogham na mão. Dizem que os druidas se utilizavam deste artifício para trocar mensagens secretas na presença de outras pessoas, bastando que indicasse discretamente o ponto correspondente a uma fid com o dedo da outra mão, a ponta do nariz ou qualquer outro objeto. Não há nada de “magico” nisso, é verdade, mas como estes artifícios fazem parte de diferentes ordens mágicas/herméticas, achei que valia a pena reproduzir aqui esta informação.

Será que vale a pena associar o Ogham aos planetas com base nesta estrutura quiromante? Estariam de fora desta relação Marte e Lua, se formos trabalhar apenas com os planetas da astrologia antiga…

  • Vênus – Beith, Huathe, Muin e Ailim
  • Júpiter – Luis, Duir, Gort e Ohm
  • Saturno – Fearn, Tinne, Ngetal e Ur
  • Sol – Saille, Coll, Straif, Eadha
  • Mercúrio – Nuin, Quert, Ruis e Ioho

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3 comentários sobre “Magia

  1. muito bom seu site sobre ogham,mas me surgiu uma dúvida cruel:
    a algum tempo atras,eu fiquei sabendo de um sistema numerológico baseado no ogham.ele realmente existe,ou é mais uma invenção tola e futil?!?!

  2. Marcelo, o druida conversava com os deuses através do Ogham… tudo era muito simples/rudimentar… acredito – e posso estar errado – que todos os agregados são invenções contemporâneas sem muito valor para a magia ou divinação.

    []’s

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